Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
Informações Gerais

Torniquete em Primeiros Socorros.

Publicada em 29/10/19 às 12:02h - 464 visualizações

por Bombeiros RS Treinamentos


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 (Foto: Bombeiros RS Treinamentos)

Um garrote ou torniquete é um dispositivo usado para barrar a circulação sanguínea, num membro que sofreu uma lesão provocando hemorragia grave. Pode ser na forma de um elástico, ou improvisado com uma tira de pano estreito que se aperta 5 dedos acima da ferida, respeitando a articulação, quer dando um nó apertado, quer usando um pau que se vai rodando até parar a hemorragia e que permite facilmente desapertá-lo para restabelecer a circulação.

O uso do garrote é uma técnica de primeiros socorros, mas é desaconselhada por diversos especialistas em favor de outras técnicas, uma vez que do seu mau uso pode decorrer necrose dos tecidos. Além disso, apenas pessoas que receberam treinamento específico é que estão habilitados a aplicá-lo.

Os torniquetes deverão ser utilizados como um último recurso e, somente, para controlar os sangramentos provocados por ferimentos graves nas extremidades, quando todos os outros métodos de controle falharem.

Lembre-se também que não se deve aplicar torniquetes sobre áreas de articulação (cotovelos e joelhos). A localização mais segura e efetiva para a colocação do torniquete é cerca de 5 cm acima do local da lesão. Se o torniquete tiver que ser usado, deverá ser aplicado de forma correta, ou seja:

• Uma bandagem larga deve ser dobrada até que fique com aproximadamente 10 cm de largura. Amarre esta atadura larga, duas vezes ao redor da extremidade lesada;

• Dê um nó firme na atadura. Coloque um bastão de madeira ou outro material similar sobre o nó e amarre novamente com um segundo nó firme;

• Utilize o bastão de madeira como uma manivela para rodar e apertar a atadura;

• Aperte o torniquete até o sangramento cessar. Uma vez controlada a hemorragia, não rode mais o bastão e mantenha-o firme no lugar.


Quando interna

De maior gravidade, pois os sintomas demoram um pouco mais para aparecer e quando aparecem, debilitam rapidamente a vítima. Acompanhe atentamente até a chegada de uma equipe especializada, pois não podemos ajudar muito e ela pode levar o acidentado rapidamente ao estado de choque.


Os principais sinais apresentados são:

• Pulsação acelerada ou fraca;

• Pele fria e pálida;

• Mucosas na boca e nos olhos esbranquiçadas;

• Extremidades arroxeadas pela pouca irrigação sanguínea;

• Sede;

• Tontura;

• Inconsciência.


Como proceder?

• Deite a vítima de maneira que a cabeça fique mais baixa que o corpo;

• Coloque compressas frias ou bolsa de gelo no local da hemorragia;

• Não permita que a vítima tome líquidos;

• Observe atentamente, pois os riscos de parada cardíaca ou respiratória aumentam;

• A vítima precisa de atendimento médico com a maior urgência.

Os procedimentos operacionais do atendimento pré-hospitalar, permanentemente são atualizados por médicos especialistas em todas as áreas, como por exemplo a Associação Americana do Coração, que a cada dois anos atualiza seus protocolos. Portanto, a área de trauma não é diferente. Quando as técnicas de pressão direta, ponto de pressão e elevação, não forem suficientes para conter o sangramento.

Comprovado sua eficiência em diversos casos, o Comitê de Trauma do Colégio Americano de Cirurgiões, coloca tal procedimento como uma das alternativas para contenção de graves hemorragias, no entanto, não descartou os riscos de sua utilização, quando utilizado sem supervisão. O torniquete agora poderá ser utilizado como uma das técnicas de contenção de hemorragias. O Manual do PHTLS cita diversas recomendações, para o seu uso, dentre as quais:

Devem ser evitados torniquetes estreitos e em faixa. Torniquetes mais largos são mais eficazes no controle de hemorragias, uma vez que controlam a hemorragia numa pressão mais baixa. Há uma relação inversa entre a largura do torniquete e a pressão necessária para ocluir o fluxo arterial. Além disso, uma faixa muito estreita também tem maior probabilidade de causar danos às artérias e aos nervos superficiais. O manguito do esfigmomanômetro representa uma alternativa e pode ser usado como torniquete, embora o ar possa vazar do cuff, reduzindo sua eficácia.

Sobre o local de aplicação, o torniquete deve ser aplicado imediatamente proximal ao ferimento hemorrágico. Caso um torniquete não interrompa, completamente, a hemorragia, então, outro deve ser colocado, imediatamente proximal ao primeiro. A seguir, o local do torniquete não deve ser coberto, para que possa ser facilmente visualizado e monitorado quanto a recidivas da hemorragia. Quanto a força da aplicação do torniquete, as novas recomendações do PHTLS diz que ele deve ser apertado o suficiente para bloquear o fluxo arterial e ocluir o pulso distal. Um torniquete que oclua apenas a saída do fluxo venoso do membro ira, na verdade, aumentar a hemorragia causada pelo ferimento. Há uma relação direta entre a intensidade da pressão necessária para controlar a hemorragia e o tamanho do membro. Dessa maneira, na média, o torniquete terá de ser colocado mais apertado na perna para se controlar a hemorragia do que no braço.

Já sobre o limite de tempo, os torniquetes arteriais podem ser usados com segurança por até 120 a 150 minutos na sala de cirurgia, sem lesões nervosas ou musculares significantes. Até mesmo em ambientes suburbanos ou rurais, muitas vezes o tempo de transporte do doente até o hospital é bem menor do que esse período. Em geral, um torniquete colocado no atendimento pré-hospitalar deve permanecer até que o doente chegue ao local do tratamento definitivo no hospital mais próximo. Estudos militares não mostraram a ocorrência de deterioração significativa associada ao uso prolongado.

Protocolo para Aplicação de Torniquete

1. Tentativas de controle da hemorragia por pressão direta ou com curativo compressivo não obtiveram sucesso.

2. O torniquete é ajustado até que a hemorragia cesse, e, então, é fixado no lugar.

3. A hora em que o torniquete foi aplicado é escrita em um pedaço de esparadrapo, que é colocado no torniquete.

4. O torniquete deve ficar descoberto para que o local possa ser monitorado quanto a uma recidiva da hemorragia. Caso a hemorragia continue após a colocação e ajuste do torniquete, um segundo torniquete pode ser aplicado, imediatamente acima do primeiro.

5. O ideal é que o paciente seja transportado para um hospital com instalações cirúrgicas.




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